PROBLEMA: Criança autista sem acompanhamento especializado nas escolas da rede municipal.
SOLUÇÃO: A Constituição
Federal garante que a administração da educação seja voltada para a inclusão
plena e efetiva dos estudantes nessas condições.👩🏫 Muitas
crianças com TEA conseguem acompanhar o ensino em escolas regulares.No entanto, sabemos que outras necessitam de apoio constante para aprender e se
desenvolver 🤝.
📚 Garantir a permanência
do estudante autista na escola é um grande desafio, mas existe amparo legal
para isso ⚖️.
O profissional que acompanha a criança dentro da sala de aula e em outros
espaços escolares é conhecido como tutor, acompanhante terapêutico ou
professor auxiliar 👨👩🏫.
✨ Esse profissional tem papel
essencial na reintegração da pessoa com TEA.Ele adapta atividades sob orientação do professor regente 👩🏫,
auxilia nas interações sociais 🤗, favorece o aprendizado
📖
e contribui nas práticas pedagógicas 📝.
📌 Vale lembrar que a Lei
12.764/2012 estabelece no artigo 1º, § 2º:"A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com
deficiência, para todos os efeitos legais." ⚖️Além disso, o artigo 3º,
parágrafo único, garante que:"Em casos de comprovada necessidade, o estudante com TEA incluído em
classes comuns de ensino regular terá direito a acompanhante
especializado." 👩⚕️
💡 Isso é extraordinário!
A legislação assegura esse direito, mas exige comprovação da necessidade ✅.
📌 Durante a coleta de
dados da pesquisa, um gestor de uma Secretaria de Educação destacou que uma das
maiores dificuldades na implementação das ações de formação é a saída de
professores mais qualificados para a rede privada. Essa observação remete ao
desafio de como manter bons docentes nas escolas públicas.
📖 O relatório Professores
são importantes: atraindo, desenvolvendo e retendo professores eficazes,
publicado pela OCDE em 2006, trata justamente dessa questão. O documento
ressalta que as políticas voltadas ao magistério devem garantir condições de
trabalho que favoreçam o sucesso dos docentes. A análise, realizada em 25
países, mostra que a preocupação com a evasão de professores competentes tem
levado governos a adotar medidas não apenas para atrair e formar profissionais,
mas também para criar ambientes que incentivem sua permanência na carreira.
📊 O relatório evidencia
que as taxas de abandono da profissão são mais altas nos primeiros anos de
docência, diminuindo conforme aumenta o tempo de experiência. Isso reforça a
necessidade de políticas específicas para apoiar professores iniciantes. Nesse período
de transição, os novos docentes enfrentam o chamado “choque da realidade”
(Veeman, apud Marcelo García, 2011), marcado por tensões, inseguranças e até
abandono da profissão. É uma fase crucial, pois o professor precisa ensinar e,
ao mesmo tempo, aprender a ensinar — algo que só se consolida na prática.
👩🏫 Diante disso,
torna-se essencial a existência de programas de capacitação, acompanhamento e
suporte nos primeiros anos da carreira. Marcelo García (2011) aponta que os
iniciantes precisam lidar com múltiplas tarefas: conhecer os estudantes e o
currículo, planejar o ensino, desenvolver repertório pedagógico, criar uma
comunidade de aprendizagem e construir sua identidade profissional. Programas
de iniciação à docência podem aliviar esse peso, incentivando o desenvolvimento
contínuo e evitando a desistência precoce.
⚖️ Reconhecer que a formação
docente não termina na graduação, mas deve se estender por toda a carreira, é
fundamental. Apoios institucionais — como colegas experientes, ex-professores
universitários ou ações promovidas pela escola — não podem depender apenas da
iniciativa individual. Cabe aos órgãos gestores da educação criar políticas e
programas que favoreçam essa transição, diferenciando-a da formação inicial e
continuada, e garantindo que haja continuidade após o período probatório.
🌍 Relatórios
internacionais reforçam essa necessidade. Imbernón (2006) observa que, embora
haja consenso sobre a insuficiência das competências docentes frente às
demandas atuais e futuras, muitos países ainda carecem de programas
estruturados para apoiar professores iniciantes. A OCDE (2006) confirma esse
cenário: entre 25 países analisados, apenas 10 possuem programas obrigatórios
de iniciação à docência. Na América Latina, a situação é ainda mais crítica,
com raríssimas iniciativas institucionalizadas.
🇦🇷🇲🇽🇨🇱
Experiências pontuais são relatadas: na Argentina, programas de residência
docente; no México, recursos adicionais para professores; e no Chile, projetos
de inserção profissional e a criação da figura do mentor — docentes experientes
preparados para apoiar os iniciantes. Na Colômbia, o acompanhamento ocorre de
forma voluntária e informal, em um modelo de apadrinhamento profissional.
🇧🇷 No Brasil, a
realidade é preocupante. A literatura mostra que há poucos estudos sobre
professores iniciantes. Entre quase 7 mil trabalhos apresentados em eventos da
área de educação entre 1995 e 2004, apenas 24 abordavam esse tema (Mariano,
2006). Papi e Martins (2009) confirmam essa escassez, indicando que apenas 0,5%
das pesquisas educacionais tratam da iniciação profissional docente.
📌 A presença de crianças
com deficiência na escola é um direito garantido pela legislação brasileira
(BRASIL, 1996). Para que esse direito seja efetivado, é necessário articular
profissionais da educação, famílias e sociedade, assegurando diretrizes educacionais,
recursos humanos e materiais, além da formação de docentes preparados para
enfrentar os desafios cotidianos do ensino.
👩🏫 Diversos
estudos (Martins, 2006; Vitaliano, 2007; Hummel, 2007; Beyer, 2003) já
apontaram a falta de preparo dos professores para promover a aprendizagem e a
participação de alunos com necessidades educacionais especiais, destacando a
importância da formação continuada. Na prática, ainda encontramos docentes
inseguros e sem uma rede de apoio que lhes permita desenvolver um trabalho de
qualidade.
🤝 Essa rede de apoio deve
ser multidisciplinar, envolvendo não apenas profissionais da educação, mas
também da saúde — como terapeutas ocupacionais — que podem auxiliar diretamente
ou indiretamente o professor, a família, a comunidade escolar e a própria criança.
A constituição de equipes integradas é essencial para criar novas
possibilidades de ação e fortalecer uma dinâmica escolar que valorize cada
sujeito em sua diversidade.
📖 Este estudo buscou
compreender, a partir da perspectiva de professores do ensino fundamental da
rede pública municipal, quais estratégias pedagógicas são utilizadas para
favorecer a inclusão de crianças com deficiência. Essas estratégias, aplicadas
na sala de aula, contribuem para o processo de inclusão e levantam questões
sobre o envolvimento docente e a necessidade de garantir igualdade de acesso e
aprendizagem para todos os alunos.
💡 Pesquisadores como
Braccialli e Paiva (2010), Manzini e Santos (2002), Almirall, Soro-Camats e
Bultó (2003) e Manzini e Deliberato (2004) destacam que o uso de estratégias
diferenciadas é um recurso fundamental para assegurar a inclusão escolar com
qualidade. Tais estratégias podem envolver desde adaptações simples até o uso
de tecnologias avançadas, como softwares específicos.
📊 Para Bordenave e
Pereira (2007), estratégias pedagógicas são formas de estruturar atividades de
ensino-aprendizagem que aumentem a probabilidade de experiências significativas
para os alunos. Autores como Solé (1999) e Carlini (2004) identificaram estratégias
gerais aplicáveis a todos os estudantes — planejamento de aulas, debates,
dramatizações, projetos, trabalhos em grupo, entre outros. Já Stainback e
Stainback (1999) destacaram estratégias específicas para alunos com
deficiência, como sistemas de comunicação alternativa, colaboração entre pares,
gestão do tempo e adaptação de conteúdos.
🌍 Na perspectiva da
educação inclusiva, uma sala heterogênea, com alunos com e sem deficiência,
pode ser vista como um estímulo para a adoção de metodologias mais ricas e
diversificadas, beneficiando todos os estudantes. Entretanto, essa diversidade
também gera angústia nos professores, que muitas vezes se sentem inseguros
diante de dificuldades de aprendizagem ou comportamento.
⚠️ Pesquisadores como Perrenoud e
Thurler (2001), Leonardo (2008), Ferraz, Araujo e Carreiro (2010) e Anjos,
Andrade e Pereira (2009) apontam que muitos docentes relatam sentimentos de
desamparo e insegurança, especialmente no início do trabalho com alunos com
deficiência, evidenciando lacunas na formação inicial e a necessidade de novos
modos de pensar e agir.
🏫 Nesse contexto, além da
formação continuada, é essencial que o professor conte com uma rede de apoio
institucional. Exemplos disso são as Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão
(SAAI), presentes em algumas escolas municipais de São Paulo, que oferecem
atendimento especializado em horário contrário ao ensino regular.
🔎 Por fim, destaca-se a
necessidade de ampliar pesquisas e políticas que considerem as práticas
cotidianas da comunidade escolar, de modo a redimensionar ações que garantam o
acesso e a permanência de alunos com deficiência na escola regular. Este
estudo, alinhado aos princípios da Educação para Todos, buscou compreender como
professores do ensino fundamental percebem e aplicam estratégias pedagógicas
para favorecer a inclusão de crianças com deficiência em classes comuns.
📌 O acesso à educação é
um direito assegurado pela Constituição Federal. Além disso, a Política
Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista
(Lei 12.764/2012) garante aos estudantes com TEA o direito a acompanhamento
especializado em sua trajetória escolar.
👩⚖️ Com base nesse
entendimento, a juíza Patrícia Érica Luna da Silva, da Comarca de Rosana (SP),
determinou que a prefeitura contrate professores especializados para acompanhar
seis crianças autistas matriculadas na rede municipal. A decisão decorreu de uma
ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público, que apontou a ausência
desses profissionais como um fator que compromete o desenvolvimento educacional
e social dos alunos, violando direitos constitucionais.
⚖️ Ao acolher o pedido, a
magistrada destacou que negar esse direito configuraria omissão do poder
público, especialmente em uma fase crucial para o desenvolvimento psicológico e
social das crianças. Citando o artigo 208 da Constituição, reforçou que é dever
do Estado garantir atendimento especializado, preferencialmente na rede regular
de ensino. A juíza também afastou a justificativa da prefeitura de que não
caberia à Secretaria de Educação contratar mais profissionais, lembrando que
cada caso deve ser analisado individualmente, já que alguns alunos necessitam
de apoio integral e exclusivo.
⏳ A decisão concedeu tutela de
urgência, fixando prazo de 30 dias para a contratação dos professores, sob pena
de multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil.
📍 Em outro caso, no
município de Iguatama (MG), a juíza Karen Cristina Lavoura Lima determinou que
a prefeitura providencie tratamento especializado e disponibilize um professor
da rede municipal para acompanhar uma criança de quatro anos diagnosticada com
TEA.
👩⚕️ O pedido foi
fundamentado em relatório médico que prescreveu acompanhamento
multidisciplinar, incluindo fonoaudiologia, terapia ocupacional e apoio
escolar. A família, sem condições financeiras, buscou atendimento junto à
Secretaria de Saúde, mas teve a solicitação negada sob alegação de falta de
recursos.
⚖️ Ao analisar a ação, a
magistrada reconheceu que o direito à saúde e à educação é dever do Estado e
deve ser garantido de forma universal e igualitária. Assim, concedeu liminar
obrigando o município a oferecer tanto o tratamento especializado quanto o professor
de apoio no ambiente escolar. João NetoAdvogado ⚖️📧
contato@jnjur.com.br📚 Fontes consultadas:
- SciELO
- ConJur
- Autismo Legal – Blog (blog.autismolegal.com.br in
Bing)
- JusBrasil
- Migalhas (migalhas.uol.com.br in Bing)
📱Assine com um clique!
👩🏫 Muitas
crianças com TEA conseguem acompanhar o ensino em escolas regulares.
No entanto, sabemos que outras necessitam de apoio constante para aprender e se
desenvolver 🤝.
📚 Garantir a permanência
do estudante autista na escola é um grande desafio, mas existe amparo legal
para isso ⚖️.
O profissional que acompanha a criança dentro da sala de aula e em outros
espaços escolares é conhecido como tutor, acompanhante terapêutico ou
professor auxiliar 👨👩🏫.
✨ Esse profissional tem papel
essencial na reintegração da pessoa com TEA.
Ele adapta atividades sob orientação do professor regente 👩🏫,
auxilia nas interações sociais 🤗, favorece o aprendizado
📖
e contribui nas práticas pedagógicas 📝.
📌 Vale lembrar que a Lei
12.764/2012 estabelece no artigo 1º, § 2º:
"A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com
deficiência, para todos os efeitos legais." ⚖️
Além disso, o artigo 3º,
parágrafo único, garante que:
"Em casos de comprovada necessidade, o estudante com TEA incluído em
classes comuns de ensino regular terá direito a acompanhante
especializado." 👩⚕️
💡 Isso é extraordinário!
A legislação assegura esse direito, mas exige comprovação da necessidade ✅.
📌 Durante a coleta de
dados da pesquisa, um gestor de uma Secretaria de Educação destacou que uma das
maiores dificuldades na implementação das ações de formação é a saída de
professores mais qualificados para a rede privada. Essa observação remete ao
desafio de como manter bons docentes nas escolas públicas.
📖 O relatório Professores
são importantes: atraindo, desenvolvendo e retendo professores eficazes,
publicado pela OCDE em 2006, trata justamente dessa questão. O documento
ressalta que as políticas voltadas ao magistério devem garantir condições de
trabalho que favoreçam o sucesso dos docentes. A análise, realizada em 25
países, mostra que a preocupação com a evasão de professores competentes tem
levado governos a adotar medidas não apenas para atrair e formar profissionais,
mas também para criar ambientes que incentivem sua permanência na carreira.
📊 O relatório evidencia
que as taxas de abandono da profissão são mais altas nos primeiros anos de
docência, diminuindo conforme aumenta o tempo de experiência. Isso reforça a
necessidade de políticas específicas para apoiar professores iniciantes. Nesse período
de transição, os novos docentes enfrentam o chamado “choque da realidade”
(Veeman, apud Marcelo García, 2011), marcado por tensões, inseguranças e até
abandono da profissão. É uma fase crucial, pois o professor precisa ensinar e,
ao mesmo tempo, aprender a ensinar — algo que só se consolida na prática.
👩🏫 Diante disso,
torna-se essencial a existência de programas de capacitação, acompanhamento e
suporte nos primeiros anos da carreira. Marcelo García (2011) aponta que os
iniciantes precisam lidar com múltiplas tarefas: conhecer os estudantes e o
currículo, planejar o ensino, desenvolver repertório pedagógico, criar uma
comunidade de aprendizagem e construir sua identidade profissional. Programas
de iniciação à docência podem aliviar esse peso, incentivando o desenvolvimento
contínuo e evitando a desistência precoce.
⚖️ Reconhecer que a formação
docente não termina na graduação, mas deve se estender por toda a carreira, é
fundamental. Apoios institucionais — como colegas experientes, ex-professores
universitários ou ações promovidas pela escola — não podem depender apenas da
iniciativa individual. Cabe aos órgãos gestores da educação criar políticas e
programas que favoreçam essa transição, diferenciando-a da formação inicial e
continuada, e garantindo que haja continuidade após o período probatório.
🌍 Relatórios
internacionais reforçam essa necessidade. Imbernón (2006) observa que, embora
haja consenso sobre a insuficiência das competências docentes frente às
demandas atuais e futuras, muitos países ainda carecem de programas
estruturados para apoiar professores iniciantes. A OCDE (2006) confirma esse
cenário: entre 25 países analisados, apenas 10 possuem programas obrigatórios
de iniciação à docência. Na América Latina, a situação é ainda mais crítica,
com raríssimas iniciativas institucionalizadas.
🇦🇷🇲🇽🇨🇱
Experiências pontuais são relatadas: na Argentina, programas de residência
docente; no México, recursos adicionais para professores; e no Chile, projetos
de inserção profissional e a criação da figura do mentor — docentes experientes
preparados para apoiar os iniciantes. Na Colômbia, o acompanhamento ocorre de
forma voluntária e informal, em um modelo de apadrinhamento profissional.
🇧🇷 No Brasil, a
realidade é preocupante. A literatura mostra que há poucos estudos sobre
professores iniciantes. Entre quase 7 mil trabalhos apresentados em eventos da
área de educação entre 1995 e 2004, apenas 24 abordavam esse tema (Mariano,
2006). Papi e Martins (2009) confirmam essa escassez, indicando que apenas 0,5%
das pesquisas educacionais tratam da iniciação profissional docente.
📌 A presença de crianças
com deficiência na escola é um direito garantido pela legislação brasileira
(BRASIL, 1996). Para que esse direito seja efetivado, é necessário articular
profissionais da educação, famílias e sociedade, assegurando diretrizes educacionais,
recursos humanos e materiais, além da formação de docentes preparados para
enfrentar os desafios cotidianos do ensino.
👩🏫 Diversos
estudos (Martins, 2006; Vitaliano, 2007; Hummel, 2007; Beyer, 2003) já
apontaram a falta de preparo dos professores para promover a aprendizagem e a
participação de alunos com necessidades educacionais especiais, destacando a
importância da formação continuada. Na prática, ainda encontramos docentes
inseguros e sem uma rede de apoio que lhes permita desenvolver um trabalho de
qualidade.
🤝 Essa rede de apoio deve
ser multidisciplinar, envolvendo não apenas profissionais da educação, mas
também da saúde — como terapeutas ocupacionais — que podem auxiliar diretamente
ou indiretamente o professor, a família, a comunidade escolar e a própria criança.
A constituição de equipes integradas é essencial para criar novas
possibilidades de ação e fortalecer uma dinâmica escolar que valorize cada
sujeito em sua diversidade.
📖 Este estudo buscou
compreender, a partir da perspectiva de professores do ensino fundamental da
rede pública municipal, quais estratégias pedagógicas são utilizadas para
favorecer a inclusão de crianças com deficiência. Essas estratégias, aplicadas
na sala de aula, contribuem para o processo de inclusão e levantam questões
sobre o envolvimento docente e a necessidade de garantir igualdade de acesso e
aprendizagem para todos os alunos.
💡 Pesquisadores como
Braccialli e Paiva (2010), Manzini e Santos (2002), Almirall, Soro-Camats e
Bultó (2003) e Manzini e Deliberato (2004) destacam que o uso de estratégias
diferenciadas é um recurso fundamental para assegurar a inclusão escolar com
qualidade. Tais estratégias podem envolver desde adaptações simples até o uso
de tecnologias avançadas, como softwares específicos.
📊 Para Bordenave e
Pereira (2007), estratégias pedagógicas são formas de estruturar atividades de
ensino-aprendizagem que aumentem a probabilidade de experiências significativas
para os alunos. Autores como Solé (1999) e Carlini (2004) identificaram estratégias
gerais aplicáveis a todos os estudantes — planejamento de aulas, debates,
dramatizações, projetos, trabalhos em grupo, entre outros. Já Stainback e
Stainback (1999) destacaram estratégias específicas para alunos com
deficiência, como sistemas de comunicação alternativa, colaboração entre pares,
gestão do tempo e adaptação de conteúdos.
🌍 Na perspectiva da
educação inclusiva, uma sala heterogênea, com alunos com e sem deficiência,
pode ser vista como um estímulo para a adoção de metodologias mais ricas e
diversificadas, beneficiando todos os estudantes. Entretanto, essa diversidade
também gera angústia nos professores, que muitas vezes se sentem inseguros
diante de dificuldades de aprendizagem ou comportamento.
⚠️ Pesquisadores como Perrenoud e
Thurler (2001), Leonardo (2008), Ferraz, Araujo e Carreiro (2010) e Anjos,
Andrade e Pereira (2009) apontam que muitos docentes relatam sentimentos de
desamparo e insegurança, especialmente no início do trabalho com alunos com
deficiência, evidenciando lacunas na formação inicial e a necessidade de novos
modos de pensar e agir.
🏫 Nesse contexto, além da
formação continuada, é essencial que o professor conte com uma rede de apoio
institucional. Exemplos disso são as Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão
(SAAI), presentes em algumas escolas municipais de São Paulo, que oferecem
atendimento especializado em horário contrário ao ensino regular.
🔎 Por fim, destaca-se a
necessidade de ampliar pesquisas e políticas que considerem as práticas
cotidianas da comunidade escolar, de modo a redimensionar ações que garantam o
acesso e a permanência de alunos com deficiência na escola regular. Este
estudo, alinhado aos princípios da Educação para Todos, buscou compreender como
professores do ensino fundamental percebem e aplicam estratégias pedagógicas
para favorecer a inclusão de crianças com deficiência em classes comuns.
📌 O acesso à educação é
um direito assegurado pela Constituição Federal. Além disso, a Política
Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista
(Lei 12.764/2012) garante aos estudantes com TEA o direito a acompanhamento
especializado em sua trajetória escolar.
👩⚖️ Com base nesse
entendimento, a juíza Patrícia Érica Luna da Silva, da Comarca de Rosana (SP),
determinou que a prefeitura contrate professores especializados para acompanhar
seis crianças autistas matriculadas na rede municipal. A decisão decorreu de uma
ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público, que apontou a ausência
desses profissionais como um fator que compromete o desenvolvimento educacional
e social dos alunos, violando direitos constitucionais.
⚖️ Ao acolher o pedido, a
magistrada destacou que negar esse direito configuraria omissão do poder
público, especialmente em uma fase crucial para o desenvolvimento psicológico e
social das crianças. Citando o artigo 208 da Constituição, reforçou que é dever
do Estado garantir atendimento especializado, preferencialmente na rede regular
de ensino. A juíza também afastou a justificativa da prefeitura de que não
caberia à Secretaria de Educação contratar mais profissionais, lembrando que
cada caso deve ser analisado individualmente, já que alguns alunos necessitam
de apoio integral e exclusivo.
⏳ A decisão concedeu tutela de
urgência, fixando prazo de 30 dias para a contratação dos professores, sob pena
de multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil.
📍 Em outro caso, no
município de Iguatama (MG), a juíza Karen Cristina Lavoura Lima determinou que
a prefeitura providencie tratamento especializado e disponibilize um professor
da rede municipal para acompanhar uma criança de quatro anos diagnosticada com
TEA.
👩⚕️ O pedido foi
fundamentado em relatório médico que prescreveu acompanhamento
multidisciplinar, incluindo fonoaudiologia, terapia ocupacional e apoio
escolar. A família, sem condições financeiras, buscou atendimento junto à
Secretaria de Saúde, mas teve a solicitação negada sob alegação de falta de
recursos.
⚖️ Ao analisar a ação, a
magistrada reconheceu que o direito à saúde e à educação é dever do Estado e
deve ser garantido de forma universal e igualitária. Assim, concedeu liminar
obrigando o município a oferecer tanto o tratamento especializado quanto o professor
de apoio no ambiente escolar.
João Neto
Advogado ⚖️
📧
contato@jnjur.com.br
📚 Fontes consultadas:
- SciELO
- ConJur
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Bing)
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